Jackeline Carvalho fala hoje, às 18h, na ocupação Unifap. Como as reportagens abordam as mulheres, as personagens femininas? Como as mulheres repórteres são tratadas?
Nos últimos dias, o que
mais se viu nos portais jornalísticos amapaenses foram manchetes que
objetificavam a mulher. Com jogos de palavras de péssimo gosto, a mulher foi
diminuída, menosprezada e, muitas vezes, transformada em nada. Um exemplo foi o
título da matéria “Festinha, estupro e HIV”, publicado em um site coordenado
por um jornalista de renome no estado.
Não muito diferente do
título, a notícia contava de forma extremamente expositiva o caso de uma moça
que aceitou participar de uma festa e acabou sendo estuprada. Como se já não
fosse suficiente levar ao público o fato ocorrido, ilustrado com fotos
totalmente depreciativas, seu nome, idade, endereço e profissão foram
revelados.
A acadêmica de
Jornalismo da Universidade Federal do Amapá, Jacke Carvalho, indignada com o
conteúdo da matéria, criou um post em sua página no Facebook como um verdadeiro
desabafo para falar de questões profissionais e do lado desumano quanto ao que
foi publicado.
Jackeline afirma que o jornalismo, por
ser uma área e um instrumento de responsabilidade social, tem um dever muito
maior que outros meios. E um profissional, ao transferir o machismo para um
conteúdo que vai chegar na população, tem que pensar no peso extremo que isso
pode causar. Primeiro porque, como pessoa comum, ele escreve por si só, mas
como figura pública e como propagador de comunicação, o alcance vai muito além.
É como se a misoginia e todo o preconceito chegasse à sociedade como verdade
única e aceitável. E tem aqueles que realmente tomam como verdade justamente
pela opinião vir de uma pessoa, em tese, conceituada e respeitada.
Hoje, na ocupação da unifap, no bloco C, de Ciências Sociais, 18h vai rolar essa conversa. Venha participar!!!











