terça-feira, 29 de novembro de 2016

Hoje se discute na universidade a produção do jornalismo em Macapá e o feminino





Jackeline Carvalho fala hoje, às 18h, na ocupação Unifap. Como as reportagens abordam as mulheres, as personagens femininas? Como as mulheres repórteres são tratadas?

Nos últimos dias, o que mais se viu nos portais jornalísticos amapaenses foram manchetes que objetificavam a mulher. Com jogos de palavras de péssimo gosto, a mulher foi diminuída, menosprezada e, muitas vezes, transformada em nada. Um exemplo foi o título da matéria “Festinha, estupro e HIV”, publicado em um site coordenado por um jornalista de renome no estado.

Não muito diferente do título, a notícia contava de forma extremamente expositiva o caso de uma moça que aceitou participar de uma festa e acabou sendo estuprada. Como se já não fosse suficiente levar ao público o fato ocorrido, ilustrado com fotos totalmente depreciativas, seu nome, idade, endereço e profissão foram revelados. 

A acadêmica de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá, Jacke Carvalho, indignada com o conteúdo da matéria, criou um post em sua página no Facebook como um verdadeiro desabafo para falar de questões profissionais e do lado desumano quanto ao que foi publicado.  

 
Jackeline afirma que o jornalismo, por ser uma área e um instrumento de responsabilidade social, tem um dever muito maior que outros meios. E um profissional, ao transferir o machismo para um conteúdo que vai chegar na população, tem que pensar no peso extremo que isso pode causar. Primeiro porque, como pessoa comum, ele escreve por si só, mas como figura pública e como propagador de comunicação, o alcance vai muito além. É como se a misoginia e todo o preconceito chegasse à sociedade como verdade única e aceitável. E tem aqueles que realmente tomam como verdade justamente pela opinião vir de uma pessoa, em tese, conceituada e respeitada.

Hoje, na ocupação da unifap, no bloco C, de Ciências Sociais, 18h vai rolar essa conversa. Venha participar!!!

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